Muita gente procura a cura da diabetes tipo 1. Esse desejo está mais para realidade ou sonho? Por mais que a ciência se esforce através da criação e manutenção de grandes laboratórios, universidades conceituadas e apoios governamentais, a cura definitiva da diabetes ainda não foi descoberta. No entanto, é possível amenizar e até mesmo sumir temporariamente com sintomas da diabetes através de tratamentos e procedimentos médicos.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2012 havia 371 milhões de portadores de algum tipo de diabetes. Em 2035, a previsão é que este número chegue a 592 milhões, ou seja: um aumento de 55%. A diabetes tipo 1, mais rara que a tipo 2, tem atingido cada vez mais gente. Em 2006, o projeto DIAMOND, realizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), revelou que a diabetes tipo 1 sofreu um aumento de 3,9% em relação aos anos anteriores. Este crescimento tem aumentado exponencialmente e é mais frequente em crianças abaixo dos cinco anos de idade.

O que é a diabetes tipo 1?

A diabete tipo 1 acontece quando as células do pâncreas deixam de produzir a insulina, aumentando os níveis de açúcar no sangue. Isso acontece porque as células do pâncreas são detectadas erroneamente pelas células de defesa do organismo como um corpo invasor e acabam sendo eliminadas. Então a insulina, responsável pela quebra da glicose (açúcar e amido) em energia, para de ser produzida. Assim o sangue fica com alto teor de açúcar e o corpo enfraquece, num processo conhecido como hiperglicemia. A diabetes tipo 01 se manifesta no organismo geralmente por questões genéticas ou de obesidade.

cura da diabetes

A cura da diabetes ainda é um desafio para a ciência

Possibilidades de cura da diabetes tipo 1 através de estudos científicos

Uma equipe de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts ( MIT ) e do Instituto de Células – Tronco de Harvard fizeram uma descoberta que pode ajudar a desenvolver a cura da diabetes tipo 1. O estudo foi publicado pela revista Nature e trata-se de uma implantação no organismo de células produtoras de insulina, desenvolvidas em laboratório a partir de células-tronco. Isto foi capaz de reverter a diabetes por pelo menos seis meses.

Os testes foram realizados em ratos de laboratório, modificados geneticamente para sofrerem diabetes tipo 1. Ao receber a implantação, o organismo dos ratos produziram insulina sem uso de injeções, durante os 174 dias que o estudo durou. Os testes em humanos devem ocorrer em alguns anos.

A cura da diabetes tipo 1 através de transplante

Outra cura da diabetes tipo 1 possível, mas ainda não muito comum é o transplante de pâncreas. Celia Weaver, médica norte-americana que fez o procedimento na Universidade de Utah em outubro de 2016, foi diagnosticada com diabetes tipo 1 quando tinha 4 anos de idade. O caso de Celia foi o primeiro transplante de pâncreas com diabetes. Seu corpo reagiu de forma positiva ao transplante e hoje ela não tem mais diabetes. O transplante de pâncreas está disponível para pessoas com diabetes tipo 1, com idade inferior a 50 anos.

As principais complicações precoces deste tipo de cirurgia é o aparecimento de tromboses, sangramentos, fístulas, pancreatites e coleções abdominais. Cerca de 10% dos enxertos pancreáticos são perdidos por motivos técnicos. Para esse tipo de tratamento, entre em contato com seu médico.

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